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Notebook, smartphone ou Palm? |
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Olá pessoal, depois de um longo tempo estou de volta! Recebi muitos
e-mails perguntando-me o porquê do sumiço, alguns cogitaram doença, outros, que
ganhei na Mega Sena e fui morar em alguma ilha do Pacífico e, houve até os mais
preocupados, achando que eu havia sido abduzido por algum extraterrestre... ,
bem amigos, fiquem tranqüilos, estou em plena saúde, “ainda” não ganhei na Mega
Sena e, continuo a salvo dos ET's, foi puro trabalho mesmo... Entretanto, como
não sou nenhum folião, estou aproveitando este feriado de Carnaval para voltar a
escrever para vocês, claro que com uma boa cervejinha gelada do lado, total, não
desfilo na Márquez de Sapucaí, mas gosto dos prazeres do Carnaval.
Depois desta rápida introdução, um pouco “estranha” (acho que é a
cervejinha...) vamos ao que interesse, um assunto sobre mobilidade.
Infelizmente, ao contrário de outros tempos, os lançamentos de Palms
estão escassos e, os últimos Treos foram brilhantemente comentados por meus
colegas do mundo mobile, portanto, fiquei sem uma análise interessante para
fazer, mas acho que neste espaço vou poder contar um caso muito interessante que
ocorreu comigo e, tenho certeza, ocorreu com muitos de vocês, Palm Maníacos!
Como trabalho com tecnologia e sempre estou ligado em tudo que diz
respeito a ela, sou sempre alvo de perguntas e consultas, mas com o crescimento
das vendas de notebooks “pelados” por R$1999,00, comecei a ser freqüentemente
questionado o porquê de comprar um Palm se é possível comprar um notebook por só
R$1999,00 (Só! Eu acho isto uma fortuna!) que é muito superior, etc, etc...
Para completar meu desespero, um amigo, comprou um notebook, destas
marcas “novatas” que apareceram por aí com a lei de incentivo a informática,
marcas que antes nunca se ouvira falar, viraram “players”... coisas de Brasil.
Ele chegou todo orgulhoso, colocou o
“trambolho” em cima da mesa, devia pesar uns 3 kg, tela wide, Wi-Fi,
gravador de CD e leitor de DVD, mas míseros 256 MB de RAM e um processadorzinho
típico destas marcas.
Tive que ouvir por 1 hora o discurso inflamado dele, como os notes eram
uma maravilha e, que o Palm já era, que não passava de uma agendinha turbinada
(eterna piada...). Engoli aquilo, mas fiquei remoendo por dias o discurso.
Dias depois, outro amigo, chegou à minha empresa, me deu um tapinha nas
costas e disse – Oi dinossauro! – Levei um susto, me senti um “Cavalheiro Inglês
do Século 18”,
porque pelo tom de voz, eu já estava obsoleto por algum motivo. Passado o
primeiro calafrio reparei que ele ostentava seu novo Treo 650, comprado a duras
prestações na Claro, ainda tendo que assumir um salgado plano de dados imposto
pela operadora.
Comecei a ouvir um novo discurso, que meu LifeDrive era passado, que
ele realmente era mobile e, que eu que antes eu era um geek, não passava de um
“tiozinho” com uma velha agenda Cássio (lembram!?)...
Meus amigos, aquilo foi à gota d’água, mas pensei no provérbio que diz
que a “vingança é um prato que se come frio”...
Não demorou muito para poder ter o doce sabor da vingança... hehehe...
tudo ocorreu ao acaso, houve uma oportunidade de curtir um feriado na praia, na
casa de um deles, aquela loucura, esposas, filhos, aquela bagunça que todos
gostamos de ter em um feriadão entre amigos na praia.
Como somos todos homens de negócios, mesmo em um feriado, precisamos
trabalhar um pouquinho, mesmo que seja pouco, pois no século XXI não há espaço
para desconectados.
Lá estávamos os 3, um com seu garboso notebook “pelado”, outro com o
seu novíssimo Treo 650 e eu com o meu velho e bom LifeDrive.
Depois de um dia de praia, churrasco (como bom gaúcho churrasco é a
minha comida preferida, e obviamente, dos meus amigos), jogatina, grandes
conversas, etc, etc, chegou à hora de trabalhar, lá estávamos os 3, dividindo
uma pequena mesa de centro na sala de estar da casa, mas que naquele momento era
nosso Business Center, de frente para o mar... que lindo...
Round 1 - Meu colega do notebook, depois de alguns
minutos esperando a máquina inicializar seu Windows XP Home, começou a preencher
uma planilha do Office, me olhava com aquela cara de que “eu tenho você não tem”
que fazemos quando somos crianças e ganhamos um brinquedo novo... não tive
dúvida, abri meu teclado sem fio, coloquei o LifeDrive e abri o Documents to Go,
com a tela na horizontal, ouvi um suspiro de desânimo de meu amigo... No mesmo
instante, o outro amigo, ligou o Treo, acessou o Documents to Go também e, deu
um sorriso de satisfação, então fiz um comentário despretensioso – Tela pequena
não? Ela não expande? – O sorriso se transformou em ódio, pelo menos por uns 10
segundos...
Round 2 – O dono do notebook (que a partir de agora só
chamarei de “Note”) ligou seu fone de ouvido ao portátil e ligou o Media Player,
como se o que ele tivesse ali fosse algo extraordinário, no mesmo instante eu e,
meu colega do Treo 650 (que a partir de agora só chamarei de “Treo”) ligamos
nossos Pocket Tunes e começamos a ouvir MP3 também, ainda comentei – Não vejo a
hora de comprar o fone bluetooth HT820 da Motorola, com ele, mais o software
Softick Áudio Gateway poderei ouvir MP3 sem fio, só ta faltando a grana – Fui
novamente “fuzilado” pelos meus confiantes companheiros de noite de trabalho.
Round 3 – Depois de sofrer para editar alguma coisa no
Documents to Go do Treo pois tinha que usar o tecladinho do smartphone, já com
dor no dedo, resolveu esnobar, acessou via GPRS sua conta de e-mail no GMail,
para ser mais “poderoso”, acessou via browser o site do GMail, sem se dar conta
que esta conexão estava ficando cara, com tanta navegação, mas tudo bem, o legal
do Treo é isto, PDA e celular no mesmo aparelho, sem dúvida uma maravilha quando
temos acessar nossos e-mails remotamente, até dentro de um táxi. Já meu amigo
Note, se deparou com um grave problema, seu Wi-Fi de nada adiantava, ele não
estava em um hotspot, não tinha uma rede Wi-Fi na casa, e pior, com muitas casas
de veraneio, não tinha telefone, ele estava off-line! Rapidamente puxou seu
celular com bluetooth, um belo modelo da Sony, mas se deu conta que seu
“poderoso” notebook “pelado” não tinha bluetooth e, ele também não tinha levado
o cabo USB do celular... um olhar angustiado apareceu! Só restava uma saída,
pelo celular com tela diminuta, configurar uma conta POP e acessar seu e-mail,
foi uma sena triste, acho que por alguns instantes ele pensou e destruir o
notebook, mas R$1999,00 é R$1999,00. Na minha humildade, coloquei meu V3 na
mesa, liguei o bluetooth do LifeDrive e baixei meus e-mails de 8 contas
diferentes via VersaMail, rapidinho, para não gastar muito com o GPRS do
celular. Confesso que se houvesse uma faca por perto, hoje eu não estaria aqui,
pois a vontade de dar cabo de mim passou pela cabeça dos dois... hehehe...
Round 4 – Lidos e respondidos os e-mails, chegara à
hora do Note vencer uma: Puxou da pasta um DVD do Legião Urbana, no Acústico
MTV, com um olhar sarcástico, desligou todos os softwares do notebook, colocou o
fone no ouvido e começou a assistir a seu show. Treo, não sabia o que fazer, ele
perdera esta, me olhou com a expressão de “você também perdeu” mas sua face logo
se tornou pálida, pois eu também estava recostado, com o fone no ouvido, com a
tela do LifeDrive na Horizontal assistindo um show do Guns in Roses em Tóquio,
de um DVD previamente transferido para o meu Palm pelo Pocket DVD Studio, estava
todo lá, no HD do meu LifeDrive, o velho e bom amigo Treo, se levantou e voltou
para o jogo de baralho...
Round 5 – No dia seguinte, chuvoso, para o nosso azar,
nos colocava novamente no caminho das comparações, o amigo Treo, começou a me
mostrar as fotos tiradas do dia anterior, começou a me explicar como era bom ter
um Smartphone com câmera digital, algo que concordei na hora, pois sem dúvida é
uma maravilha, mas o questionei o porquê das fotos estarem um tanto escuras, com
um olhar triste me disse que não tinha flash no Treo 650... O Note na mesma hora
interviu, puxou uma câmera Sony, de 6 MegaPixels e zoom ótico de 3 vezes e
começou a mostrar as belas fotos, então pedi para passar para o notebook, para
que pudéssemos admirá-las melhor, para variar, não levara o cabo USB e, seu
notebook não tinha entrada para cartão de memória... novos olhares
constrangedores na sala... então peguei minha Kodak Z740 com 5 MegaPixels e 10
vezes de zoom ótico, tirei o cartão SD, coloquei no LifeDrive e rapidamente
começamos a ver as fotos, que beleza! Então ouvi um comentário sarcástico – Você
até pode estar vendo melhor suas fotos, mas todos estamos com os cartões cheios,
acabou a festa da fotografia! – Rapidamente descarreguei o conteúdo dos 512 MB
do cartão na memória de 4 GB do LifeDrive e com um tom de vitória bradei – O meu
cartão ta livre, liberem os seus e vamos fotografar a chuva! – Quase apanhei...
Round 6 – De volta a Porto Alegre, chegou o último
ato, em um shopping fomos jantar, o último momento da festa familiar, mas antes,
nada como uma última disputa: O Note mais do que ligeiro ligou seu portátil e
conectou na internet via Wi-Fi, acessou o site da Info e começou a nos olhar com
um sorriso derradeiro, meu colega do Treo pensou em acessar, mas lembrou do
custo do GPRS, só para ler uma notícia, com um olhar triste comentou como seria
legal se houvessem hotspots Bluetooth (?!). Quando parecia que o Note finalmente
teria uma 2º vitória, liguei o Wi-Fi do LifeDrive e acessei o site da Info para
PDA’s, mas enxuto e rápido...
Ao final dos combates uma certeza, os notebooks são peça do passado,
portátil: Pesando 3 kg?
Será que depois de um dia inteiro com um pesadão nas costas você ainda o
considerará portátil? Claro que tem suas vantagens, tela maior, muitos
softwares, pois usa Windows, mas é muito importante que se sua opção for um
note, não caia no conto dos “pelados”, opte por um notebook de griffe, com
qualidade, estes valem à pena e pesam em média “só” 1 ou 2 kg... Claro que um Vaio da
Sony ou um IBook custam mais de 10 mil Reais, mas se você acha que são portáteis
e vale à pena... bom investimento (Não se esqueça de comprar uma mochila bem
“surrada” para disfarçar o notebook Vaio dentro, pois é o objeto de desejo dos
ladrões das grandes cidades! Pena que não dá para colocar no bolso como um Palm)...
Aos amigos do Treo, uma ótima escolha, mas acredito que o dia que a
Palm criar um Treo com memória interna na casa dos GB, e disponibilizar Wi-Fi,
bem como, aumentar a tela, quem sabe utilizando a idéia do IPhone de teclado
virtual (nada de novidade para quem utiliza Palm como o LifeDrive ou Tx), aí sim
termos um verdadeiro escritório portátil.
A nós usuários de PDA’s, uma certeza: Com um bom Palm com bluetooth e
se possível Wi-Fi, mais um bom celular bluetooth, ainda não nos tornamos
dinossauros, ainda estamos na vanguarda, mesmo que ainda tenhamos que carregar
um Palm, um celular e uma câmera digital, mas no conjunto da obra, acho que
ainda vale muito à pena.
Foi uma experiência legal, não quero que os usuários de Treo ou de
Notebook me odeiem, pelo contrário, cada equipamento tem suas vantagens, eu
ainda prefiro meu LifeDrive (apesar de ainda não conseguir utilizar o
Gerenciador LifeDrive do PC via Wi-Fi, somente via cabo USB – Quem souber como,
me ensine!).
Um abraço e até a próxima Coluna do Trois
Por
Julio Trois
www.troissoftwares.com.br
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